sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Chanel

É sempre uma emoção ver Chanel. Na vitrine da loja, na bolsa da mulher
chic e clássica ou da que prefere um jeans desencanado. Ou nas telas de cinema - que outro estilista mereceu tantas imagens filmadas, histórias pessoais recuperadas, reverências? Emoção também é sentir as notas cítricas e florais de Chance Eau Tendre e constatar que o Nº 5 ainda é campeão de vendas em todo mundo. Coco Chanel é uma consagração à moda, à estética e ao bom gosto.

No cenário magnífico do Grand Palais, ao som de uma orquestra competentíssima e sob luzes que transformavam a manhã a manhã cinzenta de Paris em um lindo dia de verão, 80 modelos mostravam, uma após a outra, o glamour da alta costura. Coisa que a Chanel sabe fazer com perfeição.

Chanel existe em si. As bolsas 2.55 (lançadas em 02/1955) continuarão nas mãos de quem sabe valorizar o que é para sempre, mais e mais histórias dessa mulher única e revolucionária serão contadas para alimentar nosso sonho e perpetuar o mito.
E toda vez que vermos um casaqueto debruado, longos fios de pérolas, bolsas matelassadas ou com alça de correntes, ali o espírito de CHANEL vai nos tocar. Porque ela criou um belo e eterno e indemodável para que nós, mulheres, acreditemos que, em meio a tantos modismos descartáveis, é possível ter e manter as referências. Merci, mademoiselle. (Lenita Assef - para revista ELLE)






























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